Portal da Prefeitura de Campo Largo.

Secretaria de Saúde lança o Boletim Epidemiológico

Saiba mais

Publicada em: 17/05/2017 às 09:50

A Secretaria Municipal de Saúde está lançando a 1ª edição do Boletim Epidemiológico, elaborado pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica, destinado aos profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária. O Boletim terá edição trimestral, e surgiu da necessidade de descentralizar as informações epidemiológicas para que os profissionais de saúde possam dispor dessa ferramenta para o planejamento das ações estratégicas. Conheça algumas informações importantes do Boletim:

 

 

Unidades Básicas de Saúde

Campo Largo possui 18 Unidades Básicas de Saúde – UBS, sendo seis no interior do município, nos distritos de Bateias, Três Córregos e São Silvestre. A UBS mais distante, a de São Pedro, está a cerca de 80 km da cidade.

 

 

Atendimento Antirrábico

Em Campo Largo, em 2016, foram registradas 249 notificações de Atendimento Antirrábico – ações de profilaxia – precauções tomadas para evitar a doença ou contágio. Em 2017, no dia 27 de março, através da coleta e análise de raiva em animais, foi constatado pela Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) um caso de raiva positiva em animal da espécie bovina, na localidade de Pavão, interior do distrito de São Silvestre.

 

 

Raiva, doença fatal

A raiva, também conhecida, impropriamente, como hidrofobia, é uma doença infecciosa, fatal, que afeta os mamíferos, causada por um vírus que se instala e multiplica primeiro nos nervos periféricos e depois no sistema nervoso central e dali para as glândulas salivares de onde se multiplica e propaga. Por ocorrer em animais e também afetar o ser humano é considerada uma zoonose (doenças que podem ser transmitidas entre os animais e o homem).

 

 

A transmissão dá-se do animal infectado para o sadio através do contato da saliva por mordedura, lambida em feridas abertas, mucosas ou arranhões. Mesmo sendo controlada nos animais domésticos em várias partes do mundo, a raiva demanda atenção em razão dos animais silvestres. Na saúde pública gera grande despesa para seu controle e vigilância, mesmo nos locais onde é considerada erradicada ou sob controle, já que é uma doença fatal em todos os casos.

 

 

A prevenção se dá, principalmente, pela vacinação anual de cães, gatos e animais de pasto. Métodos envolvendo o controle populacional de animais errantes e de morcegos e o uso da vacina preventiva em pessoas suscetíveis (biólogos, veterinários, camponeses) são outras formas de se evitar esta doença. No Brasil, todos os casos de raiva devem ser notificados compulsoriamente e de imediato, através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação.

 

 

Animais peçonhentos

 Em 2016 foram registradas 125 notificações de acidente por animais peçonhentos. A ocorrência de acidentes é quando há inoculação de veneno de animais (identificados ou não), onde o indivíduo apresenta evidências clínicas de envenenamento que podem ser classificados em leve, moderado e grave. Em nosso município os acidentes de importância epidemiológica abrangem acidentes ofídicos (mordidas de cobras), destacando-se os botrópicos (acidente causado por serpentes do gênero Bothrops, dentre as quais se destacam: a jararaca), pois temos uma extensa área rural. Há também os acidentes com escorpiões, aranhas, lagartas, principalmente a Lonômia – uma espécie de lagarta venenosa, também conhecida como taturana.

 

 

Fonte: Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde

 

Notícias na mesma categoria

Secretaria da Saúde recebe novo veículo para Vigilância Sanitária
Outubro Rosa termina com promessa de continuar o ano todo
Unidades de Saúde intensificam programação do Outubro Rosa
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher incentiva à conscientização das mulheres sobre sua saúde por meio do Outubro Rosa
Campo Largo inaugura sua Unidade da Mulher e da Criança