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CREA realiza Fórum de Acessibilidade na Câmara

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Publicada em: 03/07/2017 às 10:40

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná – CREA realizou, nesta quinta-feira (29) o Fórum de Acessibilidade, no Plenário da Câmara de Vereadores. O evento teve como palestrantes o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente Eduardo Cogo Fernandes, o Promotor de Justiça da 1ª Promotoria de Campo Largo Dr. Hugo Evo Magro Correa Urbano e o engenheiro do CREA Roberto Luis Fonseca de Freitas.

 

Um bilhão de pessoas

 

Segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde, com dados de 2011, 1 bilhão de pessoas vivem com alguma deficiência – isso significa uma em cada sete pessoas no mundo. A falta de estatísticas sobre pessoas com deficiência contribui para a invisibilidade dessas pessoas. Isso representa um obstáculo para planejar e implementar políticas de desenvolvimento que melhoram as vidas das pessoas com deficiência. Embora, faltem estatísticas, estima-se que 22% da população tenha algum tipo de deficiência. Além dos deficientes, o Brasil passa pelo envelhecimento da população. A proporção de idosos, que hoje é de 9%, passará a 14% (limiar a partir do qual os países são chamados 'envelhecidos') por volta de 2018 e, em 2050, deverá ser superior a 25% – o que atualmente ocorre apenas no Japão e na Itália, hoje os países com mais envelhecimento respectivamente do mundo e da Europa. Na França, para dobrar a proporção de idosos de 7% para 14% foram necessários 115 anos (1865-1980). No Brasil, isso está ocorrendo no tempo de uma geração.

 

Desafio de Campo Largo

 

Em sua exposição, o Secretário Eduardo Cogo Fernandes ressaltou que, contra números e fatos, não há argumentos. Como cerca de 22% da população campo-larguense tem algum tipo de deficiência, temos 21.112 pessoas com essa condição. Dessas, 18% tem deficiência visual, 4% auditiva e 1% mental e intelectual. O município ainda não tem uma política pública para deficientes, mas está trabalhando na fiscalização e elaborando um diagnóstico para enfrentar esse grande desafio. Neste ano, a Secretaria está trabalhando as informações, elaborando projetos e a política pública. “Temos que trabalhar com muita disposição e sensibilidade, planejando a acessibilidade para todas as pessoas, mas com atenção especial aos deficientes e idosos – minha mãe, por exemplo, tem 79 anos e tem dificuldades para andar nas calçadas de Campo Largo”, destacou o secretário.

 

 

 

Promotoria Pública

 

O Promotor de Justiça Dr. Hugo Evo Magro Correa Urbano, destacou aspectos da legislação sobre a acessibilidade e as providências adotadas pelo Ministério Público. “Um dos problemas é a falta de efetividade no cumprimento da lei. A responsabilidade é de todos, não apenas das autoridades. Por exemplo, a construção de calçadas é da responsabilidade do morador, não do poder público. Temos que trabalhar na orientação e educação dos cidadãos. A sua cidade é acessível? Você consegue caminhar nas suas calçadas? Tem prazer em andar por ela?”.

 

 

 

Custo social

 

O engenheiro Roberto Luis Fonseca de Freitas ressaltou as ações do CREA para garantir a acessibilidade nas obras em que fiscaliza. Um dos aspectos destacados é que o custo de reforma para implantação tardia de acessibilidade gira em torno de 25%, enquanto que seria apenas de 0,5% a 3% na implantação da obra.

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