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Técnicos da Prefeitura participam de capacitação sobre passivos ambientais

Confira!

Publicada em: 10/10/2017 às 14:40

Na tarde de segunda-feira (9) técnicos da Prefeitura Municipal de Campo Largo participaram de capacitação sobre passivos ambientais, promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente.

 

O palestrante foi o Químico Ambiental Felipe Pires de Moraes do SENAI, que além de enfocar a legislação traçou análise sobre tratamento de passivos ambientais. A palestra fez parte da primeira capacitação oferecida pela Prefeitura através da parceria firmada com o SENAI para treinamento de seus técnicos. Outros temas também serão abordados, como poluição sonora, emissão atmosférica, recuperação de áreas degradadas, entre outros.

 

 

 

 

Passivo ambiental

Basicamente, passivos ambientais são os danos causados ao meio ambiente e que devem ser reparados. Quando as empresas ou indústrias geram algum tipo de passivo ambiental, elas têm que gerar também investimentos para compensar os impactos causados à natureza.

 

Em sua palestra, Felipe Pires de Moraes citou alguns casos clássicos e bem conhecidos de danos ambientais que prejudicaram a saúde da população, como a “água tóxica” que saía das torneiras na cidade norte americana de Flint, no Michigan.

 

 

Contaminação com chumbo

Na nossa região, um dos casos que chamou bastante atenção, foi o da cidade de Adrianópolis, no Vale do Ribeira, onde parte dos moradores tiveram a saúde afetada por resíduos de chumbo com a instalação da mineradora Plumbum, na década de 30, para extração de chumbo e prata. A empresa, porém, fechou as portas em 1995, deixando um rastro de despreocupação com o meio ambiente: rejeitos de chumbo abandonados ao ar livre. No entorno de 4 Km da empresa, esses restos de minérios não tratados até hoje contaminam rios, solo, ar e, consequentemente, os habitantes da região.

 

Foram encontradas altas concentrações de chumbo na poeira destes locais. Enquanto os números aceitáveis são 17 mg/Kg, foram detectados de 300 a 3.300 mg/Kg. Há também níveis acima dos toleráveis nos alimentos cultivados nas vilas (hortaliças, leguminosas e ovos).

 

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