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Febre Amarela: Informação para todos, vacina para quem precisa

Confira!

Publicada em: 26/01/2018 às 16:06

FEBRE AMARELA

           

            A Febre Amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido por mosquitos. São observados dois ciclos de transmissão, o ciclo silvestre e o ciclo urbano. No ciclo silvestre, os primatas não humanos são infectados pela picada dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, e o homem é o hospedeiro acidental. Já no ciclo urbano, o mosquito vetor é o Aedes aegypti e o homem é o principal hospedeiro.

 

 
   

É uma doença com elevado potencial de disseminação e gravidade clínica, com taxa de letalidade em torno de 50% em casos graves. Os sintomas aparecem cerca de 3 a 6 dias após a pessoa ser infectada. Em sua fase inicial incluem dores de cabeça, febre, perda de apetite, náuseas e vômitos, dores musculares (nas costas principalmente). Na fase mais grave a febre torna-se alta, aparecem icterícia e hemorragia na boca, nariz e olhos, urina escura, sendo que órgãos como fígado e rins são afetados.

 

No período 2016/2017, foi registrado um dos eventos mais expressivos da história da Febre Amarela no Brasil. A dispersão do vírus alcançou a região da Mata Atlântica, que abriga uma ampla diversidade de primatas não humanos e de vetores e onde o vírus não era registrado.

 

De acordo com o monitoramento do Ministério da Saúde, de 01/07/2017 até 23/01/2018, foram confirmadas 453 epizootias, que é o aparecimento de primatas não humanos mortos, sendo 1 caso no Mato Grosso, 4 no Rio de Janeiro, 58 em Minas Gerais e 390 em São Paulo. Foram confirmados também nesse período 130 casos humanos da doença, com 53 óbitos, sendo que 162 casos ainda estão em investigação.

 

 

VACINAÇÃO CONTRA FEBRE AMARELA

O Ministério da Saúde está intensificando a vacinação da Febre Amarela, apenas, nas áreas consideradas de risco de transmissão ativa da doença. Nossa região é considerada área sem recomendação de vacina, desta forma, não há recomendação para desenvolver estratégias de intensificação de vacinação.

 

O Município está atento a qualquer alteração neste padrão de transmissão da doença e fará todo o necessário, caso a situação mude. Neste momento, solicitamos que a população verifique suas carteirinhas de vacina. Uma vez que não se recomenda mais a dose de reforço a cada 10 anos, uma dose da vacina já garante a imunidade durante toda vida.

 

Também informamos que, por orientação do Ministério da Saúde, devem se vacinar neste momento:

* Crianças a partir de 9 meses e adultos até 59 anos que residem ou viajam para áreas com recomendação da vacina (conforme mapa abaixo do Ministério da Saúde) e que nunca tomaram nenhuma dose da vacina;

 

 

 

Pessoas que devem tomar a vacina com restrições:

* Pessoas acima de 60 anos deverão ser vacinadas somente com atestado médico  (pacientes que residirem ou forem se deslocar para áreas com transmissão ativa da febre amarela e que não tiverem nenhuma contraindicação para receber a vacina);

* Gestantes (em qualquer período gestacional) e mulheres amamentando só deverão ser vacinadas se residirem em local próximo onde ocorreu a confirmação da circulação do vírus (epizootias, casos humanos e vetores na área afetada) e que não tiverem alguma contraindicação para receber a vacina;

* Mulheres amamentando devem suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação e procurar um serviço de saúde para orientação e acompanhamento a fim de manter a produção do leite materno e garantir o retorno à lactação;

* Pessoas vivendo com HIV/AIDS desde que não apresentem imunodeficiência grave, comprovado com exames de contagem de LT-CD4+.

 

Pessoas que NÃO devem tomar a vacina:

* Pessoas com imunossupressão secundária à doença ou terapias imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);

* Pacientes em uso de medicações antimetabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença;

* Transplantados;

* Pessoas com reação alérgica grave ao ovo;

* Pessoas com histórico de doença do timo (miastenia, gravis, timoma).

 

 

VIGILÂNCIA EM SAÚDE

Os primeiros indícios da circulação do vírus da Febre Amarela em uma localidade é o aparecimento de Primatas Não Humanos (PNH) mortos ou adoecidos. Vale ressaltar que esta doença não é transmitida a partir destes animais, eles são tão vítimas quanto o homem e também vão a óbito quando contraem a doença.

 

Como característica geral, os PNH vivem em bandos e são encontrados com bastante frequência em nosso município que tem uma extensa área verde. Eles visitam locais com árvores frutíferas, mesmo próximo das residências. E este comportamento é normal e importante, já que é um sinalizador de que as coisas estão ocorrendo de forma equilibrada.

 

Desta forma, é importante estarmos atentos a mudanças no comportamento desses animais. Eles são sentinelas para a circulação de agravos como a Febre Amarela, já que adoecem e morrem devido a contaminação pelo vírus.

 

Sendo assim, a Vigilância em Saúde, orienta que qualquer aparecimento de PNH morto ou adoecido deve ser notificado imediatamente para que as equipes da Vigilância possam proceder com as medidas cabíveis. Esta notificação pode ser pessoalmente, no Bloco 5 do Centro Administrativo da Prefeitura de Campo Largo, sito a Rua Padre Natal Pigatto, 925, ou pelo telefone (41) 3291-5324, 3291-5116, 3291-5004.

 

Lembrando que, o transmissor da Febre Amarela é o mosquito e não o macaco e que a caça, perseguição ou morte destes animais constitui crime ambiental conforme a Lei nº 9605/1998.

 

 

Fontes:

* BRASIL, Ministério da Saúde. Informe 09 – Monitoramento do período sazonal da Febre Amarela Brasil 2017/2018. Disponível em: <http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/janeiro/16/informe-febre-amarela-9-16jan18.pdf> Acesso em: 17/01/2018.

* BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos e Entomologia Aplicada à Vigilância da Febre Amarela. Brasília (DF); 2014.

* SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO PARANÁ. Alerta Epidemiológico – Febre Amarela – Novembro 2017. Disponível em: <http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/alertaepi_dez2017.pdf> Acesso em: 18/01/2018.

* BRASIL. Lei nº 9605 de 12 de Fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm> Acesso em: 19/01/2018.

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