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Aos 96 anos de idade, campo-larguense herói da 2ª Guerra recebe homenagem nesta sexta-feira

Atualmente com 96 anos de idade, Félix Novak é o mais longevo herói campo-larguense

Publicada em: 03/05/2018 às 17:29

Félix Novak, o último Expedicionário campo-larguense, hoje com 96 anos de idade, será recepcionado nesta sexta-feira (04), na Prefeitura Municipal de Campo Largo, em homenagem ao Dia do Expedicionário, comemorado neste sábado (05). O herói da Segunda Guerra Mundial será recebido com honras militares, com a presença de soldados do Tiro de Guerra 05-020, e receberá das mãos do prefeito Marcelo Puppi, um diploma no qual o povo de Campo Largo exprime a sua eterna gratidão.

Félix Novak foi um dos sobreviventes da FEB – Força Expedicionária Brasileira, na 2ª Guerra Mundial, conflito no qual o Brasil registrou 443 mortos e cerca de três mil feridos. Do Paraná foram para a Itália, 1.542 combatentes, dos quais 28 morreram. Três soldados campo-larguenses morreram – Constantino Marochi, o primeiro brasileiro a morrer em combate, no dia 21 de setembro de 1944; José Domingues Pereira, no doa 26 de fevereiro de 1945, e João Florindo Zanetti, no dia 30 de março de 1945.

Félix Novak

Nascido em 19 de novembro de 1921, atualmente com 96 anos de idade, Félix Novak é o mais longevo herói campo-larguense. Muito lúcido, ele ainda hoje conta detalhes da campanha da FEB na Itália, para onde foi com 21 anos de idade, convocado para o combate. Antes da viagem, a ansiedade e o treinamento intenso e instrução, que duraram seis meses. Já no navio, a travessia do Atlântico, que durou seis dias e seis noites, a tensão e a dúvida do que todos enfrentariam na Europa.

Já na chegada à Itália, Félix Novak e seus companheiros escutaram o barulho da guerra e uma grande explosão que fez tremer muitos deles, e alguns começaram a chorar. Eram todos garotos, havia muito medo e o frio era intenso.

Após a chegada ao front, uma pausa de 15 dias para adaptação, mas os jovens brasileiros sabiam que nosso Exército não estava pronto para a guerra. Só na Itália é que eles conheceram as armas que iriam utilizar. Nossos soldados sofreram muito com o frio intenso, e nossos uniformes não eram apropriados para temperaturas negativas. Mas os soldados receberam uniformes norte-americanos, preparados para abriga-los no rigoroso inverno europeu. Estavam prontos para a guerra.

Felix Novak conta que a metralhadora o deixou surdo. Ele utilizava uma Ponto 50, com a qual não parava de atirar. “Eram três rajadas seguidas, mira no pescoço, na barriga e no joelho, três fitas, 1.500 tiros por minuto”, explicou. Ele voltou surdo, da guerra que não queria que acontecesse. Dos 33.000 brasileiros que foram para Itália voltaram 27.000, ele, reformado 2° tenente, recebeu muitas medalhas, dentre elas uma que lhe foi entregue Papa Pio XII em uma bonita igreja, pois ficou algum tempo na Itália após a guerra.

Cinco anos após o retorno, Félix Novak casou-se com Josefa Ciqueira Novak, que faleceu há 25 anos. Tiveram 4 filhos, 10 netos, 10 bisnetos e uma tataraneta.

Nesta sexta-feira (04), Felix Novak receberá a homenagem do povo de Campo Largo pelo seu desempenho durante o conflito da década de 40. Ele é o nosso último herói vivo.

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